Em 1995, aos 21 anos, abrimos a nossa primeira empresa, de sistemas de gestão. Éramos os melhores programadores da casa. Sem perceber, viramos também os funcionários dos nossos próprios funcionários.
A empresa cresceu. Chegou a 22 pessoas, com gerentes e clientes no Brasil inteiro. Quanto mais crescia, mais dependia de nós. Trabalhávamos de 14 a 16 horas por dia, levávamos trabalho para casa e não tirávamos férias. Chegamos a pensar em desistir.
Até a noite em que o nosso filho, ainda pequeno, olhou para a Cris e pediu:
"Mãe, tira esse computador do colo só um pouquinho e olha pra mim."
Ali entendemos onde estava o problema: no nosso papel dentro da empresa. Esforço nunca tinha faltado.
Fomos buscar método com empresários de várias partes do mundo. Mudamos primeiro a nossa cabeça, depois o jeito de a empresa trabalhar. O lucro dobrou, e a empresa passou a caminhar sem nós. Em 2016 recebemos uma proposta de compra e vendemos.
Achávamos que aquilo só tinha funcionado para nós. Então empresários de agropecuária, comércio, indústria e de uma pós-graduação em odontologia pediram ajuda, aplicaram o mesmo caminho e chegaram ao mesmo resultado. Em 2017 nasceu a Viva Positivamente.
Mais de 5.000 empresários depois, seguimos com a mesma certeza: quem paga o preço do dono que resolve tudo é a família. E não precisa ser assim.